sábado, 26 de junho de 2010

Pokhara


Aconselhados pelo Vishnu voámos para a cidade de Pokhara, onde a situação estaria mais calma. A greve geral continuava e, a nivel de transportes, só era mesmo possivel viajar de avião.

Na viagem conhecemos a Alice, uma alemã que vive na Suiça.

Pokhara é uma cidade com cerca de 200.000 habitantes localizada 200 km a oeste de Kathmandu. É conhecida como a cidade-lago e é a terceira maior cidade do Nepal, a seguir a Kathmandu e Biratnagar. Está a 827m de altiude e é também um dos destinos turísticos mais populares do país.

Pois, precisamente no dia em que chegámos, houve tambem protestos em Pokhara e de tal modo se juntou um magote de gente num dos principais cruzamentos da cidade que eu e o Ali não nos conseguimos encontrar para jantar, tal como haviamos combinado. O Ali tinha ficado noutro hotel pois para ele é obrigatório o acesso ao wifi para poder trabalhar a partir do seu computador.

Por esta altura eu fiquei mesmo traumatizada, ate já me chamavam 'trouble maker'. Abasteci-me num dos supermercados, aos quais era dada permissão para abrirem 2 horas ao fim do dia, e decidi fechar-me no quarto do meu hotel a 'deitar contas à vida'...

Valeu-me a Zen, uma maltesa cujo contacto me havia sido dado pela Sophie, que estava em Pokhara há já mais de um mês e conhecia os sitios normalmente abertos às escondidas. Era lá que nos encontrávamos com os amigos para conviver e jantar.


Restaurante Shiva


Natalie e Chris, ela inglesa, ele belga



Restaurante Enigma

Felizmente poucos dias depois a greve terminou. Civis manifestavam-se nas ruas a protestar contra a situação instalada no país e os maoistas perdiam popularidade. Passaram a proibir a greve...

E pudemos finalmente desfrutar da beleza e da paz emanada deste local situado à beira de um enorme lago.



Phewa Tal é um lago localizado no Vale de Pokhara, o segundo maior lago do Nepal, a uma altitude de 784 m e que abrange uma área de cerca de 4,43 km2, com uma profundidade média de cerca de 8,6 m e com profundidade máxima de 22,8 m.

A capacidade máxima de água do lago é de cerca de 46 milhões de metros cúbicos.






Ali e Chan, um jornalista de Singapura


O templo Barahi situa-se na ilha localizada no meio do lago e, por isso, é acessível apenas por barco. É o mais importante monumento religioso em Pokhara dedicado à manifestação de Ajima, a deidade protectora que representa a força feminina Shakti.


Devi’s Falls, nome das quedas d’água, 2 km ao sul de Pokhara, onde a água do lago Phewa se precipita abruptamente num buraco e desaparece no solo antes de drenar no rio Pardi Khola.


Alunos regressam da escola



Ao fim da tarde, grupos de pessoas passeiam calmamente pelo caminho que ladeia o lago.


O lago é famoso pela reflexão das montanhas Annapurna e, em especial, do Monte Machapuchre na sua superfície.


Esta vista privilegiada é rara nesta época.

O Monte Machapuchre (6993m), tambem conhecido como Fish Tail, nome igualmente do hotel em que me instalei. Avisto-o da janela do meu quarto em dias limpos, para além do lago Phewa.

E no hotel conheci também muitos nepaleses, habitantes locais, os meus actuais amigos, uma vez que todos os turistas que conheci no inicio já partiram enquanto eu vou ficando...


Levam-me para festas, convivios, picnics.



Nesta altura tenho amigos de todos os tamanhos e idades.


A Susma ensina-me nepalês. As crianças aprendem o inglês desde cedo na escola.

Devido às variações acentuadas em altitude, que vão desde os 1000 aos 8000m, a área de Pokhara tem uma das taxas de precipitação mais elevadas do país.

E esta é a altura das monções. Ocorrem fortes saraivadas e fortes trovoadas com queda de chuva intensa.


Felizmente isso acontece normalmente durante a noite.

E o dia recomeça sereno...