segunda-feira, 16 de julho de 2012

Como fica o orfanato

As crianças têm estado todas de férias depois de finda a época de exames na escola privada.
 E a Maya continua a vir dar-lhes explicações todos os dias.
 Também a sobrinha da Jyoti continua aqui em Pokhara os seus estudos, tem quatorze anos e está no nono ano.
Todos lá em casa vão ajudando nas tarefas diárias. Brincam com o inseparável felino ou vêem televisão nos tempos livres. Por vezes saem para um passeio.
A casa sofreu mais algumas melhorias mas o projeto de construção da grande capoeira está ainda por concretizar.

E a Jyoti recebeu um belo donativo que a liga agora ao mundo a partir de casa. Um computador portátil moderno e funcional como eu não tenho! E vai escrevendo os emails em inglês com a ajuda do seu sobrinho que agora aqui vive com eles. O rapaz dá uma grande ajuda em casa mas também faz planos para continuar os seus estudos superiores.

 A Kellie continua a enviar encomendas da Austrália com roupa, livros e até comida.
Eu andei uma vez mais 'entretida' a levar os miúdos ao médico dentista e a fazer compras na cidade com a Jyoti.
A casa dela vai-se compondo e a minha bolsa vai-se esvaziando. Mas felizmente encontrei alguma ajuda por parte de uma senhora alemã que aqui trabalha no ramo da hotelaria e que se ofereceu para ir comprando regularmente os géneros alimentares. Uf! Um grande peso que me sai de cima.
Para uma alimentação mais equilibrada, compro-lhes, de quando em vez, carne e peixe, acontecimento que constitui curiosidade geral, tão raro é terem estes ingredientes na base da sua dieta normal.
Ofereci-lhes também uma pequena bateria recarregável, com duração para umas três ou quatro horas, dados os constantes cortes de energia elétrica, ficando tudo na casa escuro como breu à noite.
Grande ajuda tem sido a Nona que, com os seus amigos, vai angariando fundos que asseguram o pagamento da renda de casa.
E a Kellie comprometeu-se a arranjar padrinhos e madrinhas para que várias destas crianças tenham a hipótese de frequentar a escola privada no próximo ano letivo.
Assim, falta apenas apadrinhar três destas crianças:
a Bindi, o Suraj e o Lajras.
Agradeço às pessoas amigas acima 'retratadas' que, mais do que me ajudarem a cobrir estas últimas despesas, me deram o seu grande apoio e incentivo. E, de um modo geral, agradeço a todos quantos contribuíram para comigo 'ressuscitar' este Lar de Crianças que esteve na iminência de ser encerrado no início deste ano.
De momento, aguardam-se voluntários residentes na próxima semana e espero que os seus donativos para alojamento e comida ajudem também a fazer face às despesas do dia-a-dia da casa.
Aproxima-se a hora da despedida. Deixo-os pois a cantar e a dançar e com as necessidades básicas essenciais asseguradas.
Pelo menos para já em melhores condições que eu que ainda tenho outras contas por pagar, referentes a outras crianças da periferia, e para as quais não tenho recebido qualquer auxílio...

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