domingo, 8 de agosto de 2010

Pequenos trekkings

Continuo 'sediada' em Pokhara e a partir daqui tenho feito pequenos trekkings, normalmente com a duração de dois dias.

Neste caso parti com a Katrina, um americana que vive em Madrid, para o trekking a Panchase. Iniciámos o percurso nos 1600m de altitude e seria uma escalada até aos 2510m, que nos demorou cerca de 6 horas.

O dia estava meio encoberto e lá fomos colina acima colina abaixo, atravessando lombos de montanhas e nuvens passageiras.

Almoçámos em Bhadaure e iniciámos a parte mais penosa do trekking,

escadas sem fim à vista.

O pior foi mesmo a parte final, uma escadaria de pedras quase a pique através da floresta húmida que nos demorou cerca de 1h30 sempre a subir. Como se não bastasse, começou a choviscar e as pedras tornaram-se ainda mais escorregadias pelo que tínhamos que seguir com todo o cuidado, já para não falar nos ataques das sanguessugas que surgiam por todo o lado e se infiltravam na roupa.

Mas aquela floresta verde, cheia de musgo e cogumelos, é fantástica. Vi um veado na subida que não consegui fotografar e felizmente, ou não, não vimos tigres nem ursos...

Siddha Baba Temple

No topo de Panchase

Pokhara e o lago Phewa ao longe

Este lugar é considerado sagrado e o templo é dedicado a Shiva.

Cabanas de meditação

Daqui podem avistar-se os picos do Macchapuchare, Dhaulagiri, Annapurna, Lamjung e Manaslu, mas tal não foi o caso neste dia.

O alojamento onde ficámos em Panchase Banjyang não tem água canalizada, o wc é exterior e o quarto tinha apenas duas camas individuais e duas cadeiras. Comemos à luz da vela e da lamparina porque não há electricidade e a comida é cozinhada à lareira.

O segundo dia estava mais soalheiro e conseguimos vislumbrar o pico do Annapurna Sul por entre as nuvens. De qualquer forma esta altura não é a ideal para as vistas dos Himalaias pois durante a monção as nuvens estão baixas. As vistas majestosas aqui são no Inverno em que os dias são limpos e não chove.

No dia seguinte foi uma descida lá do alto até aos 900m, por um outro percurso.
Demorámos cerca de 3h30m sempre a descer uma escadaria de pedras infindável para chegarmos ao vale do rio que se vê ao fundo na foto.

Agora que terminou o cultivo do arroz, os bois e os búfalos têm uma vida mais relaxada...

Pequenas aldeias onde habitam os Brahmin, Magars e Gurungs.


Casas típicas nepalesas

As escadas continuam, nunca mais chegamos ao vale.

A parte final era mais plana, sem escadas. No total demorámos 4h30 até ao rio que tivemos de atravessar de botas na mão e pés na água pois uma parte contornou a precária e curta ponte que lá existe.
Na outra margem apanhámos o autocarro de regresso a Pokhara ladeando a margem esquerda do lago Phewa.


- * -

Outro trekking consistiu no percurso até Dampus.

Dirigimo-nos para Phedi, uma pequena localidade situada num vale a 1100m de altitude.

Nova escadaria de pedra, acentuada, através da floresta e campos de arroz em socalcos.




O vale vai-se afastando.



Ainda temos que trepar até ao cimo da montanha na foto em baixo.


Foi 1h30m a subir escadas até Dampus que se situa num planalto a 1700m de altitude.

No dia seguinte, manhã cedo, somos agraciados com a visão do Macchapuchare.

E regressamos ao vale de Phedi passando por bonitas casas

e escolas com dizeres bonitos,

protegidos por cães que gostam de acompanhar os trekkers.

3 comentários:

  1. Sanguessugas...!? Tigres ...!? Ursos...!?
    Já alguém te disse que és louuuuucaaaaaa!?
    É interessante andar por essas paragens, sem o perigo de dar de caras com animais tão fantásticos quanto perigosos.Obrigada por me levares nesta tua viagem. Continua a postular esta tua experiência, acredita que vale a pena. abraço.

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  2. Olá lya eu sou o filho da São. Tu és loucaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.Andaste ao pé de sanguessugas! Tigres e até ursos. é que nem a minha avó tinha coragem.Adeus e um beijinho.

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  3. Eu não andei só ao pé de sanguessugas, elas andaram no meu corpo, ainda tenho as marcas das duas mordidelas. Curiosamente dizem que nesta área o tigre não ataca as pessoas, mas certamente não serão como aqueles na Tailandia. O urso sim , é de temer.
    Fico muito feliz por me seguirem nesta viagem, um abração aos dois e um beijinho especial para ti, Diogo!

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