quinta-feira, 22 de abril de 2010

O rio Ayeyarwady



Fiz a viagem de barco de Mandalay para Bagan, descendo o rio Ayeyarwady. Cheguei ao porto de madrugada e pensei que seria a unica turista naquela longa viagem em que as pessoas se instalavam, o melhor possivel, pelo soalho fora.


Mas chegaram mais tres almas errantes, aventureiras, curiosas e apaixonadas e juntos empreendemos a viagem de dia inteiro para Bagan, em 'slow boat', partilhando historias e apreciando a paisagem desde o nascer ao por do sol.




O Ethan é israelita e viaja ha um ano. Partiu da Namibia onde trabalhou como mecanico. De mota. Vai continuar pela China e Siberia.


A cozinha do barco



Os simpaticos passageiros
A Sabina é alema, veterinaria. Viaja ha 17 meses. Partiu da Alemanha, tambem de mota, atravessando a Turquia, Irao, Afganistao e Paquistao. Vai continuar pela Indonesia e Filipinas. Ela e o Ethan conheceram-se algures em viagem e deixaram as motas na Tailandia para vir visitar Myanmar.

O Ayeyarwady é o rio mais longo de Myanmar e a via fluvial comercialmente mais importante do país, com um comprimento de 2170 km e uma bacia hidrográfica de aproximadamente 411 000 km².

Este rio é formado pela confluência, a norte, dos rios Mali e Nmai. Outra fonte importante é o Tarong, que nasce no extremo sudeste do Tibete, nos Himalaias.


Nos seus primeiros quilometros, passa por terreno montanhoso, não muito longe da fronteira chinesa. Em seguida, cruza a grande planície central mianmarense, cortando o país de norte a sul, antes de desaguar no mar de Andamão, no oceano Índico, por meio de um delta de nove braços.









O barco vai parando nalguns portos ao longo do trajecto. Descarrega-se mercadoria, entram vendedores...
entram e saem passageiros.




A Chan nasceu num campo de refugiados na Tailandia, os pais sao do Cambodja e agora vivem no Canada. Esteve o ultimo ano a dar aulas de ingles na Coreia do Sul. Viaja sozinha ja que o namorado preferiu voltar directamente para casa. Ela decidiu investir primeiro as poupancas no conhecimento do mundo. Tem tempo para trabalhar e, naquele pais, oportunidades nao faltam. Tem 24 anos.
E ao cair da noite, ja os conhecimentos se estendiam por familias inteiras...


Chegámos à noite e foi com a Chan que me instalei em Bagan, mais propriamente em Nyaung U, a partir de onde visitariamos os templos.


A sala do pequeno-almoco do hotel


Mercado de Nyaung U


Jantando com o Saw L, de Yangon, depois de o ter conhecido num dos templos de Bagan.



Shwezidon Paya

Nyaung U

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