quarta-feira, 7 de abril de 2010

Inle Lake



Num destes barcos fomos percorrer o grande lago que banha a povoacao de Nyaungshwe onde nos hospedamos. Lotacao esgotada com cinco pessoas: para alem de mim, o casal holandes (a Shira e o Floris), o Andreas, dinamarques, e a Laura, inglesa.




Inle Lake é um lago de água doce localizado nas colinas Shan. É o segundo maior lago em Myanmar, com uma superfície estimada de 116 quilometros quadrados, e um dos mais elevados, a uma altitude de 880 m. Durante a estação seca, a profundidade média é de 2,1 m, mas durante a estação chuvosa isto pode aumentar mais 1,5 m.



Os pescadores locais são conhecidos por praticar um estilo característico de remo remando de pé, na proa dos pequenos barcos, com uma perna. Este estilo único foi desenvolvido pelo facto de que o lago está coberto de canaviais e plantas flutuantes cuja visualizacao se torna difícil se o remador estiver sentado.




No entanto, o estilo de perna de remo é praticado somente por homens. As mulheres continuam a remar no estilo habitual, utilizando o remo com as mãos, sentadas de pernas cruzadas na popa.




O povo de Inle Lake (chamado Intha), cerca de 70.000 habitantes, vive em numerosas pequenas vilas ao longo das costas do lago. Toda a área do lago está no município de Nyaung Shwe. A população é constituída predominantemente por Intha, com uma mistura de Shan, outros Taungyo, Pa-O (Taungthu), Danu, Kayah, Danaw Bamar e outras etnias.


A maioria do povo é budista devoto e vive em casas simples de madeira e bambu construidas sobre palafitas, que são em grande parte dos agricultores auto-suficientes.




Paragem para visita a um mercado local, numa das aldeias perto do lago.


















A Shira e o Floris vao continuar a sua viagem pelo norte de Myanmar e depois regressarao a Tailandia. A Shira continuara a viajar sozinha por mais sete semanas.

A Laura vai rumar para a India. Comecou a sua viagem na Africa do Sul e depois andou pela China. Sozinha. Tem 23 anos.


Eu continuo neste pais maravilhoso em que as pessoas, exceptuando alguns vendedores, nos fazem sentir bem. Tudo é lento. A internet tambem...

2 comentários:

  1. Olá Marilia. Sou o Miguel (o rapaz da t-shirt vermelha que conheceu na Tailândia). Tenho seguido, com alguma inveja saudável, o seu percurso de sonho. Um dia gostaria de ter a mesma coragem e determinação. As fotos são lindas. Espero voltar à Ásia em breve... Continuação de boa viagem! Quando chegar, quem sabe não escreve um livro.

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  2. Obrigada, Miguel,`e sempre agradavel receber noticias dos amigos que se conhecem na viagem. Um abraco

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