segunda-feira, 28 de maio de 2012

MACAU

Num voo direto desde Taipé aterrei em Macau, ou melhor, na ilha da Taipa, onde se encontra o Aeroporto Internacional de Macau. Esta ilha, juntamente com a ilha de Coloane à qual se encontra ligada pela 'Estrada do Istmo' de Cotai, constitui a Região Administrativa Especial de Macau situada na costa meridional da República Popular da China, a oeste da foz do Rio das Pérolas e a 60 km de Hong Kong.
A Taipa está também ligada à península de Macau por três pontes: Ponte da Amizade, Ponte Governador Nobre de Carvalho e Ponte Sai Van. Aqui, tal como em Hong Kong e ao contrário do resto da China, conduz-se pelo lado esquerdo.
Taipa
Esta ilha começou a ser povoada por chineses no séc. XII e os portugueses ocuparam-na em 1851.
Foi precisamente na ilha da Taipa que fiquei hospedada em casa do Miguel, um cordial cidadão português, professor de direito na Universidade de Macau. Os seus amigos são na maioria advogados ou ligados a esta área e todos eles me envolveram no espírito da calorosa hospitalidade lusa banqueteando-me, logo no dia da minha chegada, com um jantar de sushi num restaurante japonês.
Coloane
Igreja de S. Francisco Xavier
Já em Coloane, em bela companhia luso-brasileira, tive a oportunidade de me deliciar com comida tipicamente portuguesa onde não faltou a 'nossa' superbock. Só agora me apercebo que favas é coisa que não vejo em nenhum outro país, que me lembre...
E finalmente uma bica e um pastel de nata!
Ora, respirando e saboreando toda esta atmosfera, tive a sensação de estar 'a passar lá por casa cá longe'...
Para além do mais, o Miguel e o seu colega Daniel vivem num apartamento com uma vista fabulosa para Macau. Uma paisagem que dá gosto contemplar a qualquer hora do dia.
Macau
A área total de Macau é de 28,6 km² e continua a aumentar com o constante acréscimo de aterros, reclamando terrenos à foz do Rio das Pérolas.
A colonização de Macau teve início em meados do século XVI com uma ocupação gradual de navegadores portugueses que rapidamente trouxeram prosperidade a este pequeno território, tornando-o numa grande cidade e importante entreposto comercial entre a China, a Europa e o Japão. Transitou de volta para a soberania chinesa em 1999 embora goze de um considerável grau de autonomia.
Casinos estão por toda parte em Macau. O casino Grand Lisboa, tal como a Torre de Macau, é um marco constante no panorama da cidade.
Atualmente Macau experimenta um grande e acelerado crescimento económico, baseado no acentuado desenvolvimento do setor do jogo e do turismo, as duas atividades económicas vitais desta região administrativa especial chinesa. É uma economia bastante aberta e liberal, com livre circulação de capitais, resultante da sua longa história como porto franco. A moeda oficial usada em Macau é a pataca e encontra-se indexada ao dólar de Hong Kong.
Clube Militar
Em 1583, foi criado o Leal Senado, sede e símbolo do poder e do governo local, pelos moradores portugueses. Este organismo político, considerado como a primeira câmara municipal de Macau, foi fundado com o objetivo de proteger o comércio controlado por Macau, de estabelecer a ordem e a segurança nesta cidade e de resolver os problemas quotidianos.
Calçada Portuguesa
Macau desempenhou também um papel ativo e fulcral na disseminação do Catolicismo, tornando-se um importante ponto de formação e de partida de missionários católicos para os diferentes países do Extremo Oriente.
Igreja de S. Lourenço
Ermida da Penha
Dezenas de edifícios e lugares históricos, como por exemplo as famosas Ruínas de São Paulo e o Templo de A-Má, foram reconhecidos como fazendo parte da História mundial, visto que ilustram bem um dos primeiros e mais duradouros encontros entre a China e o Mundo ocidental.
 Ruínas de São Paulo
As ruas históricas, edifícios residenciais, religiosos e públicos, de raiz portuguesa e chinesa, fazem do Centro Histórico de Macau um testemunho único sobre o encontro de diferentes gostos estéticos, culturas, influências arquitetónicas e técnicas, do Oriente e do Ocidente.
Por esta razão, foram incluídos na lista dos Patrimónios Mundiais da Humanidade da UNESCO, em 2005.
Jardim de Camões
A bandeira verde da RAEM ostenta ao centro uma flor de lótus branca, o símbolo de Macau, em que as suas três pétalas representam a península de Macau e as ilhas de Taipa e Coloane. Podemos ver esta flor nalguns jardins da cidade.
Jardim de Lou Lim Ioc
Troço das antigas Muralhas de Defesa
Devido à sua prosperidade, Macau foi várias vezes atacada pelos holandeses ao longo da primeira metade do século XVII. A Fortaleza do Monte, construída pelos Jesuítas entre 1617 e 1626, contribuiu decisivamente para a defesa de Macau.

Portas do Cerco
Largo do Lilau
Casa do Mandarim
Monumento de Homenagem à Diáspora Macaense
Templo de A-Má
Macau, como um ponto de encontro e de intercâmbio entre o Ocidente e o Oriente, é dotada de uma grande diversidade de religiões, como o Budismo, o Confucionismo, o Taoísmo, o Catolicismo, o Protestantismo, o Islamismo e a Fé Bahá'í, que coexistem harmoniosamente. Porém a esmagadora maioria da população é adepta do Budismo.
Calçada da Igreja de S. Lázaro
Cemitério de S. Miguel
A Fortaleza da Guia desempenhou igualmente um papel crucial na defesa da cidade contra a tentativa de invasão dos holandeses, em 1622. O Farol da Guia no seu interior, construído em 1865, foi o primeiro farol  moderno instalado na costa marítima da China e ainda se encontra em funcionamento. As coordenadas geográficas de Macau estão definidas com base na localização exata do farol.
Frescos descobertos no interior da Capela da Guia, baseados em temas ocidentais e chineses, de inspiração religiosa e mitológica, são igualmente um bom exemplo da dimensão multicultural de Macau. A Fortaleza da Guia, Farol e Capela são símbolos de grande valor patrimonial sobre o passado militar, marítimo e missionário de Macau.
Após quatro dias de visita deixei Macau num ferry Turbojet...



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