quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Delta do Mekong

Embora não seja muito adepta, determinadas visitas organizadas valem mesmo a pena e, no Vietname, esta foi mais uma delas: a visita de 3 dias ao Delta do Mekong a terminar no Cambodja.
Por todas as visitas e actividades aqui referidas, 2 noites em hotel, 1 almoço, 2 pequenos-almoços, lanches, transportes, incluindo o bilhete de barco e o seguimento da viagem para Phnom Penh, paguei 40 dólares.
O autocarro de 50 passageiros levou-nos de Saigão a My Tho onde apanhámos o ferry para ir visitar algumas ilhas e ver as actividades diárias da população que vive no Delta.
Delta do Mekong é a região no sudoeste do Vietname onde o Rio Mekong se aproxima e desemboca no mar, através de uma série de pequenos estuários. Ocupa cerca de 39 mil km², variando o tamanho da área coberta por água com a estação do ano. Foi nesta zona que, de forma heróica, Camões salvou o manuscrito "Os Lusíadas" quando o barco em que viajava naufragou.
Nesta visita seguiam também o Frank e a Mientje, um casal holandês que conheci na visita aos túneis de Cu Chi.
 
Primeiro visitámos a fábrica de produção de rebuçados de coco...
... onde também se provam outros produtos para 'desenjoar' do doce.
Na ilha do Unicórnio demos uma volta de bicicleta antes do almoço. E foi aqui que a minha máquina fotográfica teve um acidente e 'desmaiou'...
Seguem as fotos da PDA.
Em barcos mais pequenos, a remos, aventurámo-nos por canais mais estreitos...
 ... para visitar locais em que nos esperavam cantigas tradicionais, frutas exóticas,
chás variados, sumos, mel e frutos secos.
Na primeira noite dormimos em Can Tho e, entretanto, conheci a Suin, uma simpática chinesa, professora de ingles. O grupo aqui já estava mais reduzido pois havia pessoal que só fazia a visita do Delta por um dia, tendo regressado a Saigão.
No dia seguinte, levantámo-nos bem cedo (vida de turista 'doi') e às 7h00 já estávamos de novo no barco para ir visitar o mercado flutuante de Cai Rang.
A região abriga grandes campos de cultivo de arroz. Além deste produto, o delta é grande exportador de peixe-gato e camarão.
Visitámos um local de produção de massa de arroz, fábricas de arroz...
... hortas e pomares, atravessando pontes de bamboo.
Com a Suin e a Guan...
... de quem me despedi no segundo dia de visita ao Delta, tal como do casal holandes.
O grupo, agora ainda mais reduzido, seguiu depois de almoço em mini-van para Long Xuyen, com campos de arroz verdes como cenário, para ir visitar uma quinta de criação de crocodilos.
Já perto de Chau Doc, onde dormimos na segunda noite, visitámos um mosteiro onde apreciámos o pôr-do-sol enquanto alguns elementos do grupo jogavam à bola com os monges.
No terceiro dia, logo pela manhã, juntaram-se outros elementos ao grupo e seguimos com outra guia para o porto de Chau Doc.
Fomos visitar quintas de criação de peixes situadas por baixo de casas flutuantes...
... e uma aldeia do povo Cham, de religião muçulmana.
Mais pessoal regressou a Saigão e continuaram de barco os que seguiam para a fronteira com o Cambodja, via Mekong.
À conversa com um outro casal holandes, ele engenheiro, ela professora de arte, amantes do Cambodja, em especial de Angkor Wat.
Almoçámos na fronteira, em Vinh Xuong, ainda no lado do Vietnam, enquanto a guia tratou de todas as formalidades com os passaportes.
Já com os vistos, parámos logo adiante, em Kaam Samnor, para ir colocar o selo de entrada no Cambodja. E continuámos por mais tres horas de barco no Mekong. Tempo para contemplar, conversar, dormir, ler ou desenhar...
... No barco seguia também uma rapariga alemã que viaja com a filha e que eu conhecera na visita à Planície dos Jarros, no Laos.
Quando desembarcámos em Ho Luong, continuámos de mini-van para Phnom Penh, onde me encontro neste momento.

3 comentários:

  1. Muito interessante! Tudo de bom! Bjs Carmo

    ResponderEliminar
  2. Qual foi a agência de viagens que arranjou para fazer este trajeto apenas por 40 dolares? Obrigada Sílvia

    ResponderEliminar